O clima do Planalto Central impõe desafios específicos para o projeto de pavimento flexível. Brasília, com estação seca prolongada que resseca a argila superficial e chuvas concentradas entre outubro e março, provoca ciclos de retração e expansão no subleito laterítico. Em nossa experiência, ignorar essa sazonalidade resulta em trincas precoces, mesmo com boa compactação. A altitude média de 1.172 metros e as temperaturas amenas também influenciam o comportamento do ligante asfáltico, exigindo um CAP adequado ao gradiente térmico local. Para entender a fundo o suporte, recomendamos realizar sondagens SPT antes do dimensionamento, principalmente onde o perfil de alteração da ardósia ou quartzito é irregular. O projeto de pavimento flexível bem-sucedido no DF equilibra a rigidez da camada asfáltica com a flexibilidade necessária para absorver as deformações do solo colapsível.
O pavimento flexível no cerrado funciona como uma membrana: precisa selar o subleito contra a água e ao mesmo tempo resistir ao fadigamento térmico e estrutural.
Detalhes técnicos do serviço em Brasilia

Demonstration video
Riscos e considerações em Brasilia
O erro mais comum que vemos em obras no DF é a dispensa do reforço do subleito por economia inicial. A crosta laterítica de Brasília tem espessura variável — às vezes apenas 40 cm sobre um solo saprolítico de baixa capacidade. Quando o projetista assume um CBR homogêneo de 10% sem verificar pontualmente, o pavimento flexível começa a apresentar afundamentos localizados (panelas) já na primeira estação chuvosa. Outro ponto negligenciado é a compatibilidade entre a energia de compactação de laboratório e a obtida em campo: o Proctor Intermediário é a referência, mas muitos ainda usam o Proctor Normal para camadas granulares, resultando em deformação permanente precoce. A ausência de controle de umidade na compactação da base, especialmente na seca brasiliense, leva a uma densidade seca máxima fictícia que se degrada com a primeira infiltração de água. Para obras de maior responsabilidade, a verificação da resposta estrutural com ensaios triaxiais de cargas repetidas permite calibrar os módulos de resiliência e afinar a espessura das camadas, reduzindo o risco de fadiga prematura da camada asfáltica.
Nossos serviços
O projeto de pavimento flexível em Brasília envolve várias disciplinas, desde a investigação geotécnica até o controle tecnológico da execução. Listamos abaixo os serviços que integram esse processo, com foco na realidade do cerrado e nas práticas de nossa equipe técnica.
Dimensionamento Estrutural Método DNER
Definição das espessuras de reforço, base e revestimento asfáltico com base no CBR de projeto e no número N. Aplicamos o ábaco do DNER e verificamos a deflexão admissível com retroanálise de bacias deflectométricas.
Dosagem Marshall e Controle de Mistura Asfáltica
Formulação do concreto asfáltico usinado a quente (CAUQ) com agregados locais, determinando o teor ótimo de CAP, estabilidade, fluência e volume de vazios. Acompanhamos a usinagem e a aplicação com controle de temperatura e grau de compactação in situ.
Avaliação de Subleito e Reforço com Ensaios de Campo
Execução de furos de sondagem e coleta de amostras indeformadas para caracterização completa. Realizamos o ensaio de densidade in situ com cone de areia para verificar a compactação das camadas e garantir a homogeneidade especificada no projeto de pavimento flexível.
Dúvidas comuns
Qual a vida útil típica de um pavimento flexível bem projetado em Brasília?
Com as premissas corretas de tráfego e manutenção preventiva, um projeto de pavimento flexível no DF é dimensionado para um horizonte de 10 a 15 anos. A durabilidade real depende da disciplina na execução da drenagem e do respeito às cargas por eixo.
O que muda no projeto de pavimento flexível por causa do solo laterítico de Brasília?
O solo laterítico tem boa capacidade de suporte quando compactado na umidade ótima, mas perde resistência drasticamente se saturado. O projeto precisa prever um reforço do subleito com material granular e uma drenagem profunda eficaz para manter o lençol freático afastado da plataforma.
Qual a faixa de investimento para um projeto de pavimento flexível completo?
Um projeto de pavimento flexível completo, incluindo investigação geotécnica, dimensionamento e dosagem da mistura, geralmente se enquadra em uma faixa a partir de R$ 100.000, variando conforme a extensão da via e a complexidade do tráfego previsto.
Por que usar CAP 50/70 em Brasília e não um ligante mais duro?
A amplitude térmica diária em Brasília, com noites frescas e tardes quentes, favorece o CAP 50/70 por sua flexibilidade. Ligantes muito duros podem trincar por retração térmica, enquanto os muito moles podem deformar sob o tráfego pesado nos corredores de ônibus.